Galeno, célebre médico grego do século II a.C., descreveu as
virtudes deste alimento, realçando a sua maior digestibilidade comparativamente
ao leite e o seu efeito benéfico e purificador no excesso de bílis e nos
problemas de estômago.
Dioscórides, outro importante médico da antiguidade,
recomendou o iogurte como medicamento para o tratamento do fígado, do estômago,
do sangue, da tuberculose, como depurativo geral e contra as supurações.
Em Damasco, no século VII, surgiu um livro de medicina
intitulado "Grande explicação do Poder dos Elementos e da Medicina".
Nesta obra, sucessivamente complementada e actualizada por diversos médicos
eruditos gregos, árabes e hindus, recomendava-se unanimemente o consumo de
iogurte como calmante, refrescante e regulador intestinal.
Gengis Khan, o célebre guerreiro e líder militar dos mongóis,
alimentava o seu invencível exército com iogurte, tomado ao natural ou
utilizado como conservante da carne ou de outros alimentos.
É quase certo que o iogurte, bem como os leites fermentados,
têm ocupado desde sempre um papel importante na alimentação dos habitantes do
Médio Oriente e da Europa Central. No entanto, no Ocidente, só se consumia
ocasionalmente.
Esta realidade alterou-se quando o consumo de iogurte começou
a aumentar gradualmente na Europa Ocidental, devido ao aparecimento das
primeiras teorias sobre longevidade.
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